terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Por quem não esqueci

Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim

Ainda procuro,
Por quem ñ esqueci
Em nome de um sonho,
Em nome de ti

Procuro à noite, um sinal de ti
Espero à noite, por quem não esqueci
Eu peço à noite, um sinal de ti
Por quem eu não esqueci

Por sinais perdidos
Espero envão
Por tempos antigos, por uma canção
Ainda procuro, por quem não esqueci
Por quem já não volta, por quem eu perdi

sábado, 27 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

:,(

Em tudo sinto a tua presença, não me consigo separar de ti mesmo que em ti já não exista. Na leveza de uma pena sinto a promessa, na magia de um objecto a nossa ligação, na recordação os nossos momentos, os abraços profundos… Na viagem sinto um espaço vazio a meu, na loucura o silêncio da tua gargalhada, caminho sozinho em busca de te ressuscitar, fazer-te viver em meus braços mas não consigo, somente as lágrimas gritam pela tua alma fazendo vibrar campos floridos… Deambulo por corredores perdidos, cheios de gente, amigos, mas são as estrelas que quero abraçar porque nelas te vou sentindo em noites de sonhos irreais… Contra vontade realizo uma promessa mas não contigo, sinto-me a beijar tua boca, num mundo de pirilampos testemunhas do meu amor, mas a realidade é que partiste, não te queria deixar ir mas já só és visão da minha mente, pois deixaste-me cair afundado na maior das tristezas, abafado pela mais cruel das solidões, deixaste-me cair, cair, cair… E para trás ficou um sopro de vida, ficou um bocadinho de tudo que poderias ter ganho, o desafio, a confiança, o conforto, o sonho e maior que tudo, o Amor…

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Bem cá dentro de mim


Porque arde em mim este fogo tão imenso? Porque chora em mim meu coração se o mundo que te dei foi pequeno demais para fazeres parte dele??? Não grito, não choro, mas por dentro a dor queima como combustão lenta, corrosiva… Lágrimas já não tenho, todas elas já choradas, todas elas já secas. E só queria poder olhar teus olhos uma ultima vez e poder no fundo deles sentir porque te assaltou tamanha fraqueza, porque desmoronaste o nosso universo? Jamais haverá um farol a brilhar ao por do sol, jamais haverá fim de dia quente de verão no alto de um promontório, jamais haverá promessas de amor eterno e paixão… jamais. E na palidez da lua, se reflecte a alegria do meu olhar, e o oxigénio que dá vida em mim, pouco me vem dar, porque a vida só não basta, e o mundo já não brilha tanto assim… Outro porto de abrigo aguarda por ti, e para ele levas o que para mim foi tudo, deixando-me encalhado nas promessas de um coral, nas palavras de um mar revolto, sem um astrolábio de esperança, sem rumo a seguir… Perdi, perdi o sonho ao acordar, vivi o pesadelo diariamente cravado na carne e se por um lado ouvi palavras de aconchego, por outro queria somente verte chegar e sentir o teu abraço, o teu calor… Perdi, porque não sou só eu que aspira á felicidade de te ter como minha estrela sideral, como astro cintilante, brilho da minha alma… Porque é tão difícil sentir que jamais haverá partida de quem nunca virá???

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Provação


Eras um mundo perdido que qualquer louco aventureiro se dispunha a encontrar, escalar as mais altas montanhas, atravessar o maior dos desertos, cruzar o mar imenso, subir mais alto, mergulhar bem fundo, tudo somente para te conquistar… Eras mais que ouro, mais que qualquer riqueza que um mortal poderia possuir… Floresta selvagem difícil de desbravar, leito de rio impossível de atravessar, eras a aridez de um deserto quente, um dia imenso sem hora para acabar, eras aurora boreal, brilho de sol, encanto de lua… Beijar-te era o sonho de um poeta, possuir-te a avareza de um conquistador. Milhares foram os trilhos percorridos, muitas as noites sem dormir, gritos de desespero por te julgar tão perto e não te conseguir encontrar…Eras sol em dia de grandes chuvadas, calor nas noites em que a fogueira teimava em não aquecer, coragem para enfrentar todas as criaturas da selva, eras a força que fazia as pernas andar, a razão de tudo isto… Mesmo o oxigénio que se respirava trazia aromas a ti, no vento o teu cheiro convencia-me da grande mentira, que estarias por perto e ao cruzar a montanha eras somente mais um vale… Quantas vezes perdido, quantos passos dados em falso, quantas quedas, quanta vontade de desistir!!! Olhares desesperados em busca da lua, em busca de uma razão. Mas desistir nunca foi solução e ainda hoje caminho com meus pés em chagas, minha alma em farrapos, chorando mas nunca desistindo porque sei que a recompensa final será a vida que me foge, o mundo que me rejeita… Tudo e somente tudo para te encontrar já fiz e continuarei a fazer, nesta minha longa viagem solitária, nesta minha provação que me levará até ti e finalmente morrer feliz ouvindo a melodia de tua voz, o sussurro de um anjo ao meu ouvido embalando minha alma para o descanso final… Sei que nunca terás a noção do que fiz por ti, sei que o amanha será novo dia de conquistas, de grandes caminhadas, não sei se te conquistarei mas de uma coisa tenho a certeza, valerá sempre a pena, porque a alma de um homem não é pequena…

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Foi assim...


Com o brilho das estrelas, no silencio da noite escrevo estas linhas numa solidão que me consome embora tenha ombro amigo, olhar para chorar, mão para me acariciar, boca para me falar… Não sinto mais vontade de seguir pelo caminho, quero somente seguir meu trilho, deixar-te para trás como raio de sol passageiro, como folha de árvore caída levada pelo vento… Tentam fazer-me respirar o ar que não quero, deixar a minha vida, o meu ser, o orgulho, o sonho, o encanto, somente partir sozinho, é essa a condição… Perdido no mar fiquei no meio desta tormenta a sonhar numa utopia que quase se tornou real mas virou pesadelo, tudo porque acreditei, tudo porque me fizeram acreditar que o mundo poderia ser maior, que o limite do nosso sonho não teria fronteiras, não teria um fim… Vi um farol no alto de um cabo qualquer, um mar em fogo tocado pelo mais fantástico por do sol, senti palavras e promessas de amor eterno a flutuar pelo teu véu caindo a nossos pés… Acreditei que um dia pudesse acontecer, mas num único momento de fraqueza, devassa, horrível, fui expulso de mim, levando-me a cair de joelhos perante um altar da minha terra de sonho e chorar… Libertei as lágrimas aos santos, pedi para acordar de tamanho pesadelo, mas ao toque físico, frio da senhora, era real… Tinha chegado o fim… Julguei-te pelas noites de amor, pelas loucuras do dia, amei-te mais ainda por te sentir, pela duvida… Detestei-te pela forma, pelo modo, pela fraqueza, mas pelo erro que um dia irás sentir em tua pele… Por entre as nuvens, só queria cair, chorei por dentro para ninguém ver e agora aqui sinto a solidão, que o mundo caiu não somente por ti, mas porque caí com um mundo em que sonhei fazer parte… Não sinto mais vontade de seguir pelo caminho, as estrelas já não brilham para me guiar a lado algum… Solidão, que te cravas em minha pele, leva-me… Leva-me…

domingo, 26 de outubro de 2008

Prometi


Prometi não mais sentir teu poder em mim, não me deixar dominar pela tua ausência, não verter nem mais uma única lágrima de mim por ti... Prometi ser forte, dominar o mar de angustias que banha o meu ser, deixar de submeter minha alma a tamanha tortura só por te amar, sentir-me vencido pela distancia assassina e cruel... Não mais quero saber se sentes o vento que sopra vindo de mim, pois mesmo que to mande tocar teu rosto jamais o aceitarás como até aqui... Saudades posso sentir sim, mas dos momentos em que fui feliz, em que te vi sorrir porque sim, saudades de ti ainda viva, ainda amante e fiel. Saudades sinto desse mar que canta baixinho aos pés dessa montanha, dos seres e cores que povoam essas águas, do mundo que te rodeia e que agora jamais me pertencerá... Destino o meu ver-te partir assim como se tivesse a acordar de um lindo sonho, destino o meu que me atira para as profundezas de mim sem ter direito a uma palavra, a um grito de misericórdia tudo porque não sou o senhor que se segue em ti, sou passado, algo que aconteceu e que se perderá no tempo. Prometi calar o meu sentimento, torna-lo cárcere da minha tristeza, prometi não deixar correr o sangue que flui nas minhas veias por ti porque me doí, porque não faz sentido... Não te quero olhar, sentir que a tua existência somente me trás angustia e na distancia que nos separa essa angustia é como uma mar que não tem fim... Grito mudo no silencio para não fazer a diferença, não quero incomodar, mas a tua ausência está-me a matar... Não mais te quero sentir porque me deixas-te para trás por uns grãos de areia, por um punhado de nada cheio de tudo, quando te poderia dar tudo por nada... Assim não, assim é a fraqueza que te vence e me derrota, assim é não dar valor ao que de mais valioso te consegui dar, é te sentires pobre com o maior de todos os tesouros... O Amor...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Seria bom...



Como seria bom sentir-te aqui, sentir que a cada passo meu outro seria dado por ti... Como seria bom ver o nascer do sol por detrás da planície com a cumplicidade dos teus olhos, subir ao topo de um vulcão de mão dada contigo e escutar as entranhas da terra, sentir o vento no rosto e olhar teus cabelos a ondular... Como seria bom!!! Coisas vulgares, coisas sem sentido mas que contigo seriam a minha vida... Acordar de manha e ver-te respirar nesse sono profundo, tocar teu rosto e sentir o mundo, ver-te sorrir ao acaso, sentir-te ali a uma suspiro de distancia... De distancia... Já nem sei como é beijar teus lábios, sentir teu corpo, já nem sei como é amar-te como se ama alguém presente. Amo-te como quem ama um sonho, sinto-te como se sente uma fantasia, vejo-te na escuridão com esse teu sorriso a brilhar mas na hora de te abraçar, é o vazio que vou encontrar. É como pó a alma que carrego, que numa angustia profunda se vai negando á derrota, é tão volatil o tempo que demora o teu regresso mas apressa a tua partida... E nesta minha condição, vejo passar por mim a felicidade, o sentido de uma vida nova para somente a ti me entregar, mas o mundo assim é infinito porque nunca estás, nunca és e nunca farás assim o que procuro em ti... Como seria bom, sem distancia, sem angustia...contigo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Onde estás???



Onde estás, onde te posso encontrar, saber-te viva, resplandecente??? O mundo sempre foi tão pequeno para nós,mas sem ti, tornou-se enorme... Já não consigo sentir o mar sem te sentir, um por do sol sem chorar... Onde estás? Dá-me um sinal pra que possa saber que meu coração não se encontra perdido... Já não consigo fingir, não quero voltar a sentir o mesmo que sinto por ti, porque não quero voltar a perder, olhar as ondas com angustia, caminhar no vazio, sonhar com o absurdo... Já não vou esperar, não posso perder o tempo que me resta a sentir a tua ausência, a olhar fotos onde não estou, a sentir que deveria de ser eu... Onde estás, onde te posso encontrar??? O jornal está vazio de noticias, as ruas sem gente, o céu sem nuvens, pois tu lá não estás, se ao menos sentisse um suspiro vindo pelo vento, um grito surdo de uma gaivota, meus dias teriam outra cor, enfrentaria a dor do silencio, a amargura da ausência... Não faz sentido, viver uma vida tão curta sem saber que é feita de ti, não faz sentido caminhar sem alcançar, deverias ser meu porto de abrigo mas sinto-me como um velho farol em busca de ti no meio do oceano sem te conseguir encontrar... Onde estás, vem ao meu encontro, vem-me salvar, pois minha alma vai-se dissolvendo nas águas do mar...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pesadelo



De noite chorei, não tinha ninguém para me confortar, chorei sozinho tendo somente as lágrimas como minha única companhia. Percebi a solidão, ouvi a sua voz, senti o seu alento a angustia que trás até nós. De noite chorei num cantinho da minha cama, num espaço diminuto do mundo escondido nos lençóis, coberto por um manto de saudade... Vi teu rosto brilhar, era teu sorriso que iluminava, havia festa em redor dos teus olhos, teu cabelo coberto por um véu... Vi... As ondas a desfazerem-se a teus pés, arrastando-se no areal, o mar cor de fogo reclamando o por do sol, reclamando o teu corpo... De noite chorei, dobrado em meu corpo procurando sentir teu calor, deixei sair minha alma doente, vaguear, fugir de mim. De noite acordei e chorei, sentindo-me roubado, vazio, só... Vi um altar, conchas de búzios e estrelas do mar, flores do campo espalhadas pela praia. Vi uma multidão que aplaudia e cantava um hino ao amor, vi-te sorrir como me sorrias pela manha, vi-te caminhar e a ajoelhar perante o altar... Não consegui e de noite tive de chorar, sentir que esta escuridão não é em vão, ela quer-me levar. Sinto frio nesta noite quente de verão, meu rosto molhado pelas lágrimas que me invadem e inundam meu coração que não está aqui mas aí também já não está... Onde está meu coração? Que lhe fizes-te??? Vi as tuas mãos que sei serem macias, leves, serem agarradas por outras mais fortes, robustas. Vi teu rosto, tua boca, teus lábios carnudos a serem beijados... Não mais aguentei e chorei, minha vida arruinada, meu corpo perdido, minha alma abandonada porque em sonho te vi... Vi a cerimónia que tanto sonhei, vi-te brilhar como sempre desejei, senti-te feliz maravilhosa e com uma grande vontade de te Amar... Vi-te, mas não comigo... senti minha alma fugir, abandonar meu corpo porque aquele por do sol deveria de ter sido meu, porque vivi para um dia á beira mar, com conchas e estrelas do mar, abraçar-te e dizer-te - És minha! ... Acordei de um pesadelo e chorei, por ter medo de um dia não conseguir voltar a acordar...

domingo, 29 de junho de 2008

É o momento

Chegou o momento, chegou o tormento... Vou-me afundar neste mar de angustia onde não te consigo encontrar,bater dentro de ti, aclamar a todos os teus sentidos, chamar pelo teu nome enquanto me levanto... Chegou o momento, chegou o tormento de te dizer adeus, de sentir o teu cheiro nos odores da rua, o teu corpo nas pedras da calçada, a tua voz no grito surdo de uma gaivota e o mundo não pára e volto a ficar sem ti... Até que a morte nos separe.....................

segunda-feira, 23 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Numa ilha de esperança

Eu tenho um sorriso estendido de orelha a orelha
Vejo-te caminhando pela estrada
Nós nos encontramos nas luzes, Eu observo por um instante
O mundo á nossa volta desaparece
És só tu e eu na minha ilha de esperança
Um suspiro entre nós poderia ser milhas
Deixa-me estar a tua volta, um mar para a tua costa
Deixa-me acalmar a tua procura

Mas sempre que estou perto de ti
Há tanto que eu não posso dizer
E tu apenas vais embora

E eu esqueci de dizer
Que te Amo
E as noites são longas demais
E frias aqui
Sem ti
E sofro na minha condição
Por não conseguir achar as palavras para dizer
Eu preciso tanto de ti

Mas todas as vezes que estou perto de ti
Há tanto que eu não posso dizer
E tu apenas vais embora

E eu esqueci de dizer
Que te Amo
E as noites são longas demais
E frias aqui
Sem ti
E sofro na minha condição
Por não conseguir achar as palavras para dizer
Eu preciso tanto de ti

domingo, 11 de maio de 2008

Sussurro ao teu coração


Não mais escrevi porque até as ideias se esgotam, as palavras ficam por dizer, os gestos por cumprir. Minha voz não mais é que um sussurro ao vento, um gemido constante que não queres ouvir. E no segredo das palavras, não escutas o que estou a sentir, não aprecias o verdadeiro por do sol, aquele que te fez apaixonar, e que agora bem pode brilhar que para ti não passa de uma simples miragem... Gostaria de saber o que mudou no sentido das palavras, o que fez transformar as frases escritas naquelas que são ditas, gostaria de sentir muito mais, que fosses a minha inspiração, o meu reduto acolhedor e não meu porto de abrigo de ocasião. Fiz de ti meu poema com frases de ouro, deusa do melhor de mim, imagem do meu sonho que transformei em poesia, paixão avassaladora como nas mais belas historias de amor... Fiz de ti canção cantada ao vento espalhada pelos céus para que todos soubessem do orgulho, da felicidade de te ter conquistado, mas não chegou para te fazer olhar, para que pudesses sentir no teu sangue a minha inspiração, o meu devaneio... Não mais escrevi porque o mundo me está a fugir, sinto como que umas garras a invadir a minha carne, não me querem largar, grito em silencio por ti para que me salves deste torpor, resgata-me desta escuridão, mas não vês, não sentes que me faltas e tento gritar-te ao ouvido para que sejas a única ouvinte deste meu desespero, mas o sol já se vai afundando no oceano e nem reparas que se trata do mais belo por do sol que te ofereci. Por favor acorda antes que o sono me leve, antes que o mundo sinta a falta de quem nunca sentiu. Lágrimas se juntarão às minhas, mas pouco servirão se as fizer brotar depois de as minhas chorar. E sem tema para escrever, deixo minhas lágrimas correr para que a meus pés possa criar, o mais belo dos mares, aquele que um dia surgiu por um amor que era o nosso, mas que o tempo dissolveu e que por fim se tornou só meu. Até nas gotas da chuva que vejo baterem na janela do meu quarto poderia sentir a inspiração voltar, mas sem nada saber de ti, meu coração se quer revoltar, amotinar-se dentro de mim tentado em me expulsar do comando da minha pobre vida, querendo fazer-me condenar pelos sofrimentos que o tenho feito passar por sentir o que sinto por ti, por ver que condenado estou por não mais ter escrito o que de dentro de mim nasceu por ti... Não mais escrevi porque não quero ser inconveniente, não quero tornar em palavras, verbalizar os sentimentos do meu coração, pois a forma como escrevo embora possas não entender muito tem para perceber, e se por alguma razão conseguires descodificar irás descobrir que neste breve instante o sol já desapareceu nas profundezas do mar, pouco se irá salvar nas palavras que me faltam para te dizer mantendo só unicamente as que sempre me ouviste falar, - Amo-te Vanda

sábado, 1 de março de 2008

Razão da minha ausencia


Não aguentei mais e parti, fui em busca duma ponta do sol, de um toque suave de TI... Voei por entre as nuvens, andei no meio dos sonhos, acreditei que iria encontrar e acabei por aí chegar, com a chuva a brindar meu rosto, com meus pés a tocar esse chão negro regorgitado das entrenhas do mundo, mas tão belo, tão lindo, que me poderia perder para sempre nas brumas de lava...Pecorri esse tão vasto mundo transformado numa ilha azul, esculpida pela mão do cosmos á deriva num mar, e abrigo de TI. Cai a noite no canal, onde a chuva beija as ondas de mansinho, onde o mundo parece não ter mais fim. Sobre a sombra da lua com a majestosa montanha como vigia, no sopé de um farol, amei-TE profundamente como se o tempo acaba-se logo ali. Só o barulho das ondas a bater no molhe se sobrepunham ao teu respirar, só as estrelas foram testemunhas de como TE amei, só um louco o pode imaginar... Mesmo quando a chuva caía, nada nos fez parar, a sentir as frescas gotas a beijar meu rosto sorri só de te ver molhada... Teus cabelos encharcados, colados ao teu rosto, desvendando esse sorriso radioso que me consome de desejo... Ao por do sol, sentia a nostalgia de ver mais um dia passado. O tempo cruel mantinha o seu compasso, ( quantas vezes dei por mim a pedir para que o tempo parasse) ... Vivi, amei e senti que não mais te vou deixar, nossos corpos se fundiram na armonia dessa terra, minha alma ficou presa nos gritos surdos das baleias, na valsa das ondas, nos gritos dos baleeiros, na sombra dos vulcões, ficou carcere de TI no dia em que parti. Sei que vou voltar, sei porque respirei esse ar de velhos lobos do mar, sei porque não vou deixar de Te amar...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Mais uma vez...

Neste espaço vazio onde já senti o teu sorriso, no frio das montanhas que escalamos juntos em busca de cascatas, de clareiras, de mantos da natureza, nas águas cristalinas dos ribeiros que nos seguíam ao longo do caminho, por entre as arvores, sobre um manto de neve, na penumbra da noite com a lua reflectida no mar, no lugar a meu lado na minha cama, no meu carro, nos caminhos de Bracara, no sentido oposto da chuva, nos raios de sol que fingiam nos tocar... Encontro agora uma mão cheia de nada onde ontem estaria cheio de TI E na escuridão da noite, procuro teu corpo a meu lado, desespero por não o encontrar. Em cada rua, cada canto, no vão de escada, nas pedras da calçada, em todo o lado me lembro de ti e como uma tortura me faz recordar que já partiste, foste embora deixando para trás somente o teu cheiro em minha roupa, recordações de sorrisos que agora me fazem chorar. De novo o tempo passa devagar teimando em não querer passar, e ao olhar para o amanhã não sei quanto tempo falta para lá chegar. Só sei que novamente te vi partir, lutei contra um mar que me queria derrotar através dos olhos no momento da despedida, mas ao me abandonar pelas ruas da cidade, um rio me invadiu e me afogou em tristeza... A cada despedida fica bem mais difícil de suportar a dor que provoca..........................................