A noite me envolveu e o saber que iria estar na tua presença física no dia que ali começou deixou-me sem dormir. Pensamentos e recordações me invadiram tornando cada segundo da noite uma eternidade… O dia clareou com raios de sol, céu azul e meu coração cinzento… Atravessei as montanhas, cruzei o mar da palha para chegar a ti, minhas pernas a tremer, meu coração partido em dois… Ao ver-te minha alma gritou silenciosamente, queria agarrar-te em meus braços, beijar teus lábios, meu corpo te desejou como nunca mas a barreira invisível se ergueu e intransponível se sobrepôs embora explodisse por ti… Da minha boca brotou um sorriso para disfarçar o que dos meus olhos ameaçava brotar, olhar-te assim, tão perto mas tão longe, sentir devorar-te com a alma, com todos os sentidos presos em ti… E de repente o tempo passou a voar, e ao olhar-te novamente, a despedida foi a única coisa que fez sentido e não resisti… Pelo menos um toque, sentir teu cabelo, encher os pulmões de ti, beijar-te o rosto ( tão esquisito, nunca o fiz) abraçar-te e sentir teu corpo, o calor… Uma ultima vez, num ultimo sentido, num esforço enorme para me conter… Nas palavras ficaram um ultimo sentimento, no coração uma porta aberta que sei que não voltarás a cruzar. Perdido, tua ultima imagem a vaguear em mim, meu coração por terra, minha alma ao fundo do Tejo talvez para desaguar num mar qualquer, talvez morrer em teus pés porque morri em teus braços… Historia final
sábado, 10 de janeiro de 2009
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