sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quinta-feira, 27 de setembro de 2007

No vazio desta noite escura, sinto falta do teu respirar, do teu corpo para me aquecer...Sinto a solidão mesquinha sorrindo tentando afastar teu rosto da minha mente, sinto-me lutar para não esquecer tão maravilhoso sorriso, para que esta noite não me leve, para que a demência não se apodere de mim, pra que não me mate e destrua o que sinto por ti... Nesta noite em que o tempo não quer passar, em que um suspiro se confunde com o vento a soprar por debaixo da janela, tento acreditar que te vou ter, esperar que a hora chegue para te abraçar e poder chorar, chorar... Num sono turbulento me deito, onde o pesadelo é rei e eu escravo de uma realidade atroz que me faz acordar mesmo antes de adormecer, com medo de te encontrar deitada nos braços de alguém, entregue a um mundo em que estou ausente. De manhã, é como se a noite não tivesse existido, mesmo que o sol brilhe, não vale a pena olhar o mundo sem te ver acordar a sorrir, mesmo sabendo que no amanhã te poderei beijar, sentir que és real e estás aqui, haverá sempre e sempre a sombra de um novo adeus, de mais noites escuras e vazias...
domingo, 16 de setembro de 2007
Não posso mentir que as lagimas são saudades do beijo
Não posso deixar que te leve o castigo da ausência, vou ficar a esperar e vais ver-me lutar pra que esse mar não me vença, não posso pensar que esta noite adormeço sozinho vou ficar a escrever e talvez vá vencer o teu longo caminho, quero que saibas que sem ti não há lua nem as arvores crescem ou as mãos amanhecem entre as sombras da rua… Leva os meus braços, esconde-te em mim que a dor do silencio contigo eu venço num beijo assim… Não posso deixar de sentir-te na memória das mãos, vou ficar a despir-te e talvez ouça rir-te nas paredes, no chão, não posso mentir que as lágrimas são saudades do beijo, vou ficar mais despido que um corpo vencido perdido em desejo...
No Tejo

Ao ver passar um veleiro no Tejo, lembro-me de ti, do toque suave da tua pele, do teu cabelo solto ao vento, do brilho dos teus olhos que me guiam como um farol. No Tejo soltam-se amarras, diz-se adeus a quem parte, mas eu meu amor, olho nas águas procurando ver teu rosto, procurando sem fim quebrar esta saudade que me assola, olho a Cristo Rei pedindo-lhe que te mande na próxima maré e grito, grito no pontão de Santos para que teu nome fique gravado na proa dos cacilheiros... Ao som angustiante de um violino tocado por um pedinte, não consigo conter as lágrimas e choro com ele, salgando uma doce melodia que me faz sentir a tua voz. Ao olhar o Tejo, lembro a imensidão que nos separa, a mesma que para nós é paixão, é também a distancia que me faz sentir a tua falta... o MAR. E nesta margem do Tejo, toco nas águas sentindo que te toco a ti pela tua pureza, singularidade, mistério... Já noite, olho a lua que lá no alto tudo contempla e olho-a na esperança de lá encontrar o teu olhar, pois estejas onde estiveres, ela também te contempla, e mando-lhe um beijo bem forte para que ela to entregue com muita saudade, porque aqui, junto ás águas serenas do Tejo, chora alguém porque não estás...
domingo, 9 de setembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Por vezes, entregue a esta minha solidão, ponho-me a pensar como seria se não te tivesse conhecido, se os nossos destinos não se tivessem cruzado? O que é certo é que transformas-te a minha vida e contigo voltei a sonhar, voltei a saber o que é o amor embora me sinta revoltado por não te ter aqui, por ter de te partilhar com o oceano, porque o teu mundo é mais vasto que o meu e leva-te para bem longe de mim. Quando chega aquele dia tão esperado, vou-te buscar ao aeroporto, no reencontro é como um sonho, ver-te sair aquela porta, olhar para ti, abraçar-te, sentir novamente o teu cheiro, o teu cabelo, o teu corpo e para mim penso que não mais te irei deixar partir porque é doloroso viver sem ti, amar-te á distancia e ver-te novamente partir neste mesmo aeroporto onde vivo tanta vez o sonho do reencontro e outras tantas vezes o pesadelo da despedida... E nestes dias lindos de verão em que gostaria de passear contigo de mão dáda á beira mar, partilhar um por do sol, sentir a maresia em tua pele e nas noites chuvosas de inverno aconchegar-me no teu corpo, sentir o teu calor, tou simplesmente aqui tão só, esperando por ti.Por isso , por vezes pergunto-me porque te amo tanto assim? Mas basta lembrar o teu sorriso, o teu cabelo, a tua alegria, esse teu mundo, essa tua outra paixão, basta lembrar o pouco mas tão intenso tempo em que estás comigo, as noites de amor louco, os momentos de carinho, ternura e atenção, lembrar a cumplicidade, as palavras que saltam do coração e o tão bem que me fazes sentir, basta lembrar tudo isso e querer que se repita, querer que volte a acontecer e tal como um vicio, querer novamente me perder em teus braços, abandonar-me em ti, em teu corpo, querer voltar a sentir-me vivo, louco e apaixonado, sentir-me amado... E é por isso, por tudo isso que te AMO meu grande amor,embora á distancia com um oceano a separar-nos, com a saudade a corroer-me por dentro e a tua ausencia a deixar-me como louco, eu TE AMO e estarei sempre aqui, onde nada acontece, á tua espera...
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