segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Mais uma vez...

Neste espaço vazio onde já senti o teu sorriso, no frio das montanhas que escalamos juntos em busca de cascatas, de clareiras, de mantos da natureza, nas águas cristalinas dos ribeiros que nos seguíam ao longo do caminho, por entre as arvores, sobre um manto de neve, na penumbra da noite com a lua reflectida no mar, no lugar a meu lado na minha cama, no meu carro, nos caminhos de Bracara, no sentido oposto da chuva, nos raios de sol que fingiam nos tocar... Encontro agora uma mão cheia de nada onde ontem estaria cheio de TI E na escuridão da noite, procuro teu corpo a meu lado, desespero por não o encontrar. Em cada rua, cada canto, no vão de escada, nas pedras da calçada, em todo o lado me lembro de ti e como uma tortura me faz recordar que já partiste, foste embora deixando para trás somente o teu cheiro em minha roupa, recordações de sorrisos que agora me fazem chorar. De novo o tempo passa devagar teimando em não querer passar, e ao olhar para o amanhã não sei quanto tempo falta para lá chegar. Só sei que novamente te vi partir, lutei contra um mar que me queria derrotar através dos olhos no momento da despedida, mas ao me abandonar pelas ruas da cidade, um rio me invadiu e me afogou em tristeza... A cada despedida fica bem mais difícil de suportar a dor que provoca..........................................