quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Se um dia



Se um dia acordar e te sentir a meu lado, se sentir a tua pele suave, o teu corpo quente, o cheiro do teu cabelo perfumado, irei beijar teus lábios nas esperança de tudo ser real, de não estar a sonhar. Se um dia te olhar nos olhos e sentir o fogo que arde no coração, não resistirei e partirei para uma louca noite de amor, como se fosse a ultima, como se o universo parasse ao sentir o nosso amor. Se um dia sentir que me podes dar o mundo, irei querer somente teu corpo para me abandonar, para me perder em tua alma e nunca mais voltar. Se um dia... Se um dia gritar teu nome e meu coração explodir num pranto desmedido, se junto ao mar sentir que passeio só, se sentir um vazio cá dentro ao ponto de não te sentir... Se um dia o céu estiver inundado de nuvens embora o sol brilhe sem me tocar, se a escuridão da noite me envolver e a lua não me vier salvar. Se um dia... E nesta angustia que me consome, vou vivendo cada dia tentando não esquecer que meu grande amor é bem real e não um sonho que vai e vem, intercalado com o pesadelo da saudade. Se um dia...

Primeiro Quarto...


Nesta noite triste e fria de inverno, sinto muito a tua ausência na força do vento que uiva por debaixo da porta, nesta solidão que me grita... Tenho medo de adormecer, tenho medo de sonhar contigo porque sei que vou chorar, vou molhar o travesseiro, acordar a transpirar por sentir que não estás... Contar mais um dia, olhar o lugar vazio à mesa, caminhar sozinho pela rua, mas nenhum dia será como este, em que podíamos cantar, sorrir, brincar. Cantar-te os parabéns, fintar a saudade, gritar bem alto o quanto te amo...Mas tu não estás... E neste quarto, em que o tempo passou, mais uma vez estarei ausente, desta vez não por não te conhecer mas porque o mar foi mais forte, o sonho mais audaz... E neste quarto onde escondo a tristeza, as lágrimas que me correm pelo rosto,onde o mundo é tão pequeno que acaba aqui, ESPERO POR TI...

TANTO TEMPO




PARABENS MEU AMOR

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Onde estás???


Procuro por ti, tentar não esquecer como é sentir a tua pele, o calor de um beijo dado na falésia ao por do sol. Subo à mais alta torre do meu castelo de trovoada para procurar alem horizonte, para lá das grandes montanhas , através dos frondosos campos de lirios, navegando pelos maiores rios em jangadas de pétalas ao sabor do vento, procuro para não esquecer a essência de um grande amor. Estudo mapas da terra, cartas do mar, sondas do céu para me guiar na esperança de até ti uma delas me levar, deixo-me ir ao sabor das marés porque o mar sabe onde te encontrar, na proa do meu veleiro escrevo teu nome para não mais esquecer como é belo o meu destino, onde te possa encontrar nesse porto onde quero tanto atracar... E aqui no reino das tempestades onde o tempo é contado com gotas de chuva, espero por ti, tal como o sol espera o eclipse para poder abraçar a lua, eu para te amar e jurar-te amor eterno... No coração, grita em mim a dor de não te ter, o desejo de te possuir, a vontade de te amar, procuro por ti na mais profunda da minha carência, desespero por não te encontrar... Procuro por ti, espero aqui, no reino das tempestades...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ao som de uma gaita de foles...

Na sombra deste por do sol, fecho os olhos perante tamanha beleza, sinto o vento tocar no meu rosto trazendo até mim ecos de momentos tão belos e tão mágicos que me abandono aos meus pensamentos, ás minhas recordações... Mais veleiros irão passar por aquele canal, mais folhas irão cair daquelas arvores aos pés de quem passa, muitos serão os namorados que se irão encontrar naqueles bancos de jardim, muitas tardes irão acabar ali assim... Mas não mais haverá um dia em que Lagos sentirá a magia, não mais as flores daqueles canteiros serão testemunhas de coisa assim, nem navegantes nem caminhantes, nem turistas nem passantes, não mais haverá fim de tarde como aquele... Como nunca irei querer calar as palavras que me disseste ao ouvido, nunca deixarei que percas esse olhar, essa ternura, esse amor que me fizeste sentir, nunca esquecerei o som daquela gaita de foles tocada por alguém transformando o momento em eternidade, mesmo que lá voltemos, esse momento não mais se irá repetir porque foi único, sublime e morrerá na memoria do nosso amor... E porque me fazes sentir assim tão bem, porque me sinto amado e feliz quando te tenho em meus braços, queria muito te poder dizer mais que isto, mas não encontro palavras maiores para dizer o que sinto por ti... AMO-TE MEU GRANDE AMOR, COMO UM VELEIRO QUE PRECISA DE UM MAR PARA NAVEGAR, EU PRECISO DE TI... SÓ TU PODES MESMO ESCURECER QUALQUER POR DO SOL TAL COMO ESTE QUE SE VAI ESCONDENDO À MINHA FRENTE NAS ÁGUAS DO MAR...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Amo-te



Povoas-me o pensamento, enches-me os pulmões pois só respiro a ti e a tua essência... Invades o meu sono gritando o meu nome, sinto a extravagancia que transpira no teu porte e vivo só por te amar, como se fosse fácil ter-te e não te ter... Acredito que vou morrer um dia, mas não deixarei passar um único momento em vão, e testemunharei perante o vazio que é o de não te ter, que um dia te tive, te amei e nunca te deixei... Acredito nas palavras vazias que entram em silencio na mente, mas que me atormentam pois elas nada me dizem, falta confiar na palavra dos outros, que essas sim quando bem ditas e bem faladas, soam a falso, a artimanha, porque simplesmente te querem roubar a alma, sugando-te pela ingenuidade... Mas sei que sabes o que mais ninguém sabe, que o nosso mundo é bem mais valioso que um simples trocar, que uma queda no abismo pode levar ao fim e ficares sem saber tal como os outros presa na ignorância, o que sinto por ti... Como te amo!!! Deveras, para poder fechar os olhos e dormir, para chegar a hora e esquecer, para te expulsar dos poros, das células de mim. Não me afundarei nas tuas mãos, prefiro me espalhar pelo teu corpo e andar como dependente de ti, como um vicio que me consome, por isso te espero, mais não seja em desespero por te consumir... E como um relógio, vou contando em voz alta as horas, os minutos, os segundos em cadencias certas para que o equilíbrio não se quebre e que venhas perfeita como é teu timbre, fazendo repetir o que já foi repetido em cada chegada, em que revejo a imagem de menina agora mulher me invadindo os braços num turbilhão... Povoas o meu ser, como se o teu mundo coubesse no meu, como se quisesses meter tudo dentro do nada, encher o mar quando ele já por si está cheio e do nada meter lá tudo... E nesta troca que fiz de ti o que quero para mim, só se pode concluir o que da conclusão já tu concluis-te , Amo-te demais para que o mundo seja assim tão vazio, demais não, nunca é demais, mas de menos também não por isso somente que TE AMO...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Haja o Que Houver

Custa a acreditar que ainda á pouco te tive em meus braços, que beijei teus lábios, senti teu corpo. Custa acreditar que te amei naquela cama agora vazia, que senti como és doce, pura, divina... Custa a acreditar que naquela hora malvada, te deixei partir novamente naquele aeroporto, tendo como ultima imagem os teus olhos nos meus... vontade a minha de ir também, vontade a minha de não querer ficar, vontade a minha de querer chorar, por isso te virei costas para que não pudesses ver a minha tristeza, para que não sentisses minhas lágrimas, para que pudesse ficar novamente só, entregue a esta minha infelicidade... Sei que vais voltar, mas sempre com o fantasma que logo a seguir irás novamente partir,e no tempo em que estás, amo-te a correr com medo que o tempo te leve de novo e que o nosso amor fique por amar, com medo que ao tocar tua pele tu te dissolvas nos minutos que passam cruéis em busca de mais uma despedida,com medo de esse ser o ultimo momento contigo......................................................................................

quinta-feira, 27 de setembro de 2007


No vazio desta noite escura, sinto falta do teu respirar, do teu corpo para me aquecer...Sinto a solidão mesquinha sorrindo tentando afastar teu rosto da minha mente, sinto-me lutar para não esquecer tão maravilhoso sorriso, para que esta noite não me leve, para que a demência não se apodere de mim, pra que não me mate e destrua o que sinto por ti... Nesta noite em que o tempo não quer passar, em que um suspiro se confunde com o vento a soprar por debaixo da janela, tento acreditar que te vou ter, esperar que a hora chegue para te abraçar e poder chorar, chorar... Num sono turbulento me deito, onde o pesadelo é rei e eu escravo de uma realidade atroz que me faz acordar mesmo antes de adormecer, com medo de te encontrar deitada nos braços de alguém, entregue a um mundo em que estou ausente. De manhã, é como se a noite não tivesse existido, mesmo que o sol brilhe, não vale a pena olhar o mundo sem te ver acordar a sorrir, mesmo sabendo que no amanhã te poderei beijar, sentir que és real e estás aqui, haverá sempre e sempre a sombra de um novo adeus, de mais noites escuras e vazias...

domingo, 16 de setembro de 2007

Não posso mentir que as lagimas são saudades do beijo

Não posso deixar que te leve o castigo da ausência, vou ficar a esperar e vais ver-me lutar pra que esse mar não me vença, não posso pensar que esta noite adormeço sozinho vou ficar a escrever e talvez vá vencer o teu longo caminho, quero que saibas que sem ti não há lua nem as arvores crescem ou as mãos amanhecem entre as sombras da rua… Leva os meus braços, esconde-te em mim que a dor do silencio contigo eu venço num beijo assim… Não posso deixar de sentir-te na memória das mãos, vou ficar a despir-te e talvez ouça rir-te nas paredes, no chão, não posso mentir que as lágrimas são saudades do beijo, vou ficar mais despido que um corpo vencido perdido em desejo...

No Tejo


Ao ver passar um veleiro no Tejo, lembro-me de ti, do toque suave da tua pele, do teu cabelo solto ao vento, do brilho dos teus olhos que me guiam como um farol. No Tejo soltam-se amarras, diz-se adeus a quem parte, mas eu meu amor, olho nas águas procurando ver teu rosto, procurando sem fim quebrar esta saudade que me assola, olho a Cristo Rei pedindo-lhe que te mande na próxima maré e grito, grito no pontão de Santos para que teu nome fique gravado na proa dos cacilheiros... Ao som angustiante de um violino tocado por um pedinte, não consigo conter as lágrimas e choro com ele, salgando uma doce melodia que me faz sentir a tua voz. Ao olhar o Tejo, lembro a imensidão que nos separa, a mesma que para nós é paixão, é também a distancia que me faz sentir a tua falta... o MAR. E nesta margem do Tejo, toco nas águas sentindo que te toco a ti pela tua pureza, singularidade, mistério... Já noite, olho a lua que lá no alto tudo contempla e olho-a na esperança de lá encontrar o teu olhar, pois estejas onde estiveres, ela também te contempla, e mando-lhe um beijo bem forte para que ela to entregue com muita saudade, porque aqui, junto ás águas serenas do Tejo, chora alguém porque não estás...

domingo, 9 de setembro de 2007

sexta-feira, 7 de setembro de 2007



Por vezes, entregue a esta minha solidão, ponho-me a pensar como seria se não te tivesse conhecido, se os nossos destinos não se tivessem cruzado? O que é certo é que transformas-te a minha vida e contigo voltei a sonhar, voltei a saber o que é o amor embora me sinta revoltado por não te ter aqui, por ter de te partilhar com o oceano, porque o teu mundo é mais vasto que o meu e leva-te para bem longe de mim. Quando chega aquele dia tão esperado, vou-te buscar ao aeroporto, no reencontro é como um sonho, ver-te sair aquela porta, olhar para ti, abraçar-te, sentir novamente o teu cheiro, o teu cabelo, o teu corpo e para mim penso que não mais te irei deixar partir porque é doloroso viver sem ti, amar-te á distancia e ver-te novamente partir neste mesmo aeroporto onde vivo tanta vez o sonho do reencontro e outras tantas vezes o pesadelo da despedida... E nestes dias lindos de verão em que gostaria de passear contigo de mão dáda á beira mar, partilhar um por do sol, sentir a maresia em tua pele e nas noites chuvosas de inverno aconchegar-me no teu corpo, sentir o teu calor, tou simplesmente aqui tão só, esperando por ti.Por isso , por vezes pergunto-me porque te amo tanto assim? Mas basta lembrar o teu sorriso, o teu cabelo, a tua alegria, esse teu mundo, essa tua outra paixão, basta lembrar o pouco mas tão intenso tempo em que estás comigo, as noites de amor louco, os momentos de carinho, ternura e atenção, lembrar a cumplicidade, as palavras que saltam do coração e o tão bem que me fazes sentir, basta lembrar tudo isso e querer que se repita, querer que volte a acontecer e tal como um vicio, querer novamente me perder em teus braços, abandonar-me em ti, em teu corpo, querer voltar a sentir-me vivo, louco e apaixonado, sentir-me amado... E é por isso, por tudo isso que te AMO meu grande amor,embora á distancia com um oceano a separar-nos, com a saudade a corroer-me por dentro e a tua ausencia a deixar-me como louco, eu TE AMO e estarei sempre aqui, onde nada acontece, á tua espera...