quarta-feira, 16 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Onde estás???



Onde estás, onde te posso encontrar, saber-te viva, resplandecente??? O mundo sempre foi tão pequeno para nós,mas sem ti, tornou-se enorme... Já não consigo sentir o mar sem te sentir, um por do sol sem chorar... Onde estás? Dá-me um sinal pra que possa saber que meu coração não se encontra perdido... Já não consigo fingir, não quero voltar a sentir o mesmo que sinto por ti, porque não quero voltar a perder, olhar as ondas com angustia, caminhar no vazio, sonhar com o absurdo... Já não vou esperar, não posso perder o tempo que me resta a sentir a tua ausência, a olhar fotos onde não estou, a sentir que deveria de ser eu... Onde estás, onde te posso encontrar??? O jornal está vazio de noticias, as ruas sem gente, o céu sem nuvens, pois tu lá não estás, se ao menos sentisse um suspiro vindo pelo vento, um grito surdo de uma gaivota, meus dias teriam outra cor, enfrentaria a dor do silencio, a amargura da ausência... Não faz sentido, viver uma vida tão curta sem saber que é feita de ti, não faz sentido caminhar sem alcançar, deverias ser meu porto de abrigo mas sinto-me como um velho farol em busca de ti no meio do oceano sem te conseguir encontrar... Onde estás, vem ao meu encontro, vem-me salvar, pois minha alma vai-se dissolvendo nas águas do mar...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pesadelo



De noite chorei, não tinha ninguém para me confortar, chorei sozinho tendo somente as lágrimas como minha única companhia. Percebi a solidão, ouvi a sua voz, senti o seu alento a angustia que trás até nós. De noite chorei num cantinho da minha cama, num espaço diminuto do mundo escondido nos lençóis, coberto por um manto de saudade... Vi teu rosto brilhar, era teu sorriso que iluminava, havia festa em redor dos teus olhos, teu cabelo coberto por um véu... Vi... As ondas a desfazerem-se a teus pés, arrastando-se no areal, o mar cor de fogo reclamando o por do sol, reclamando o teu corpo... De noite chorei, dobrado em meu corpo procurando sentir teu calor, deixei sair minha alma doente, vaguear, fugir de mim. De noite acordei e chorei, sentindo-me roubado, vazio, só... Vi um altar, conchas de búzios e estrelas do mar, flores do campo espalhadas pela praia. Vi uma multidão que aplaudia e cantava um hino ao amor, vi-te sorrir como me sorrias pela manha, vi-te caminhar e a ajoelhar perante o altar... Não consegui e de noite tive de chorar, sentir que esta escuridão não é em vão, ela quer-me levar. Sinto frio nesta noite quente de verão, meu rosto molhado pelas lágrimas que me invadem e inundam meu coração que não está aqui mas aí também já não está... Onde está meu coração? Que lhe fizes-te??? Vi as tuas mãos que sei serem macias, leves, serem agarradas por outras mais fortes, robustas. Vi teu rosto, tua boca, teus lábios carnudos a serem beijados... Não mais aguentei e chorei, minha vida arruinada, meu corpo perdido, minha alma abandonada porque em sonho te vi... Vi a cerimónia que tanto sonhei, vi-te brilhar como sempre desejei, senti-te feliz maravilhosa e com uma grande vontade de te Amar... Vi-te, mas não comigo... senti minha alma fugir, abandonar meu corpo porque aquele por do sol deveria de ter sido meu, porque vivi para um dia á beira mar, com conchas e estrelas do mar, abraçar-te e dizer-te - És minha! ... Acordei de um pesadelo e chorei, por ter medo de um dia não conseguir voltar a acordar...