
Ao ver passar um veleiro no Tejo, lembro-me de ti, do toque suave da tua pele, do teu cabelo solto ao vento, do brilho dos teus olhos que me guiam como um farol. No Tejo soltam-se amarras, diz-se adeus a quem parte, mas eu meu amor, olho nas águas procurando ver teu rosto, procurando sem fim quebrar esta saudade que me assola, olho a Cristo Rei pedindo-lhe que te mande na próxima maré e grito, grito no pontão de Santos para que teu nome fique gravado na proa dos cacilheiros... Ao som angustiante de um violino tocado por um pedinte, não consigo conter as lágrimas e choro com ele, salgando uma doce melodia que me faz sentir a tua voz. Ao olhar o Tejo, lembro a imensidão que nos separa, a mesma que para nós é paixão, é também a distancia que me faz sentir a tua falta... o MAR. E nesta margem do Tejo, toco nas águas sentindo que te toco a ti pela tua pureza, singularidade, mistério... Já noite, olho a lua que lá no alto tudo contempla e olho-a na esperança de lá encontrar o teu olhar, pois estejas onde estiveres, ela também te contempla, e mando-lhe um beijo bem forte para que ela to entregue com muita saudade, porque aqui, junto ás águas serenas do Tejo, chora alguém porque não estás...
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